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JUSTIÇA, HEADLINE

Timor-Leste solidariza-se com Myanmar na defesa dos direitos humanos

Timor-Leste solidariza-se com Myanmar na defesa dos direitos humanos

Foto do CNC

DÍLI, 27 de maio de 2024 (TATOLI) – A proteção e promoção dos direitos humanos em Myanmar foi o tema de uma audiência pública na qual estiveram presentes defensores de direitos humanos de Myanmar, da Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça (PDHJ) e do Centro Nacional Chega (CNC).

O Provedor dos Direitos Humanos e da Justiça, Virgílio Guterres, explicou que o evento visa que os defensores dos direitos humanos de Myanmar compartilhem a sua experiência e preocupações relacionadas com situações de violência, abusos e injustiças naquele país.

Para Virgílio Guterres, “Timor-Leste é uma das vozes que defende os direitos humanos em Myanmar, lembrando que as posições públicas do Presidente da República, José Ramos Horta, e do Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, levaram o governo da junta militar de Myanmar a expulsar, no ano passado, o embaixador timorense daquele país”.

“Esperamos que com esta audiência as organizações da sociedade civil timorense expressem a sua solidariedade com as vítimas de violações dos direitos humanos”, afirmou Virgílio Guterres aos jornalistas, em Balide, Díli.

O dirigente referiu que a PDHJ continua a dar espaço aos defensores dos direitos humanos da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) que se pronunciam sobre a situação da democracia em Myanmar.

Por sua vez, o Diretor Executivo do CNC, Hugo Fernandes, recordou que Myanmar é liderado por um regime militar há três anos, o que faz com que a defesa dos direitos humanos naquele país esteja quase paralisada, uma vez que ativistas e políticos continuam presos e a maioria da população continua a ser vítima de torturas e bombardeamentos por parte do exército birmanês.

“O objetivo é expressar a nossa solidariedade, porque a nossa luta pela independência também foi apoiada por outros países, agora que somos um país independente temos de mostrar solidariedade com outras nações”, frisou.

Hugo Fernandes acrescentou que este ano Timor-Leste vai acolher uma conferência internacional sobre a luta contra a violação de direitos humanos em Myanmar que conta com a participação de diversos ativistas da região asiática.

Estiveram presentes no evento organizações como a Progressive Voice, a Asian Forum for Human Rights and Development, a Alternative ASEAN Network on Burma e a Initiatives for International Dialogue.

Recorde-se que no dia 01 de fevereiro de 2021, militares tomaram à força o poder em Myanmar sob o pretexto de fraude nas eleições do ano anterior, que foram esmagadoramente vencidas pelo partido pró-democracia de Aung San Suu Kyi. Mais de 21 mil pessoas foram detidas desde o golpe militar que pôs fim ao processo democrático iniciado pelo Executivo eleito de Aung San Suu Kyi.

Notícia relacionada: Xanana Gusmão apela à solidariedade internacional para restaurar ordem democrática em Myanmar

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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