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Mari Alkatiri: dia da invasão marca uma etapa na história do sacrifício e da luta do povo timorense

Mari Alkatiri: dia da invasão marca uma etapa na história do sacrifício e da luta do povo timorense

Ex-Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri. Imagem Tatoli/Egas Cristovão.

DÍLI, 07 de dezembro de 2023 (TATOLI) – O dia 07 de dezembro de 1975 marca o início da invasão indonésia, data que, após aprovação do Parlamento Nacional, passou a assinalar o Dia da Memória. Ao recordar este episódio amargo, o Secretário-Geral da FRETILIN, Mari Alkatiri afirmou, numa entrevista, que esta data “não é para celebrar, mas sim para encarar como uma etapa importante na história do sacrifício e da luta do povo timorense”.

O ex-Primeiro-Ministro afirmou que Timor-Leste “foi colonizado durante quase 500 anos e queria libertar-se, mas acabou por ser invadido e agredido pela ocupação ilegal da Indonésia, liderada pelo então Presidente Suharto, durante 24 anos”. Mari Alkatiri considera que esta data deve propiciar uma “reflexão sobre as razões que motivaram a Indonésia invadir o país e uma reflexão também para o desenvolvimento nacional, uma vez que o povo Maubere deu vida para a libertação da pátria, mas continua a viver em miséria”.

“No contexto do desenvolvimento, temos de reconhecer que não há mudanças, estamos a marcar passo. Temos dinheiro e gastamos 16 mil milhões de dólares americanos, mas as pessoas não beneficiam de um sistema de ensino de qualidade, nem de instalações de saúde adequadas e não há um bom desenvolvimento económico”, lamentou Mari Alkatiri, no Farol, Díli.

O dirigente sublinhou que, apesar de haver uma exigência pública de unidade entre os líderes nacionais para contribuíram para o desenvolvimento nacional, admitiu que, “mesmo que haja unidade, esta não resolverá os problemas vividos pelo país, sublinhando que a FRETILIN fez todos os esforços, mas não conseguiu”.

Mari Alkatiri afirmou que, como partido da oposição, a FRETILIN tem o dever e a obrigação de promover a paz e a estabilidade nacional, e continuará a exigir ao Governo “um balanço do seu desempenho” no que respeita às prestações de serviço ao povo e ao país.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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