Dia Internacional da Medicina de Urgência lembra necessidade de melhores cuidados no sistema nacional de saúde

DÍLI, 26 de maio de 2023 (TATOLI) — O Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) celebrou hoje o Dia Internacional da Medicina de Urgência. Esta comemoração visou promover e aumentar a consciência global para a medicina de emergência em geral, e reforçar os serviços de atendimento de urgência médica naquele hospital, em específico.
O Chefe de Departamento de Urgência do HNGV, Eldegar Martins, destacou a importância dos serviços de emergência para a prestação de cuidados primários de saúde à população. “A prestação de cuidados médicos em serviços de emergência é muito importante e, por isso, pedimos a todos os cidadãos que cooperem com os profissionais de saúde para oferecer um melhor atendimento médico”, declarou Eldegar Martins, em Bidau, Díli.
No que toca ao hospital, o dirigente referiu a necessidade de se aumentar a capacidade da sala de emergência, bem o número de camas, porque o hospital recebe diariamente mais de 200 pacientes. “Recebemos, por vezes, até 200 doentes por dia, mas temos apenas 35 camas disponíveis para recebê-los. Claramente este número é insuficiente”, lamentou.
Custódio Alves de Jesus, um médico justamente a exercer funções na Unidade de Emergência do HNGV, mostrou-se preocupado com a falta de recursos humanos. “Atualmente a equipa é constituída por seis médicos e dez enfermeiros. Necessitamos de mais especialistas no HNGV e nos hospitais de referência”, advertiu.
O Dia Internacional da Medicina de Urgência celebra-se a 27 de maio e visa sensibilizar a população para a necessidade de garantir o acesso global a cuidados de saúde em situações de urgência médica. Organizações de médicos de medicina de urgência têm chamado a atenção para o estabelecimento de sistemas de saúde que garantam a todos os cidadãos um tratamento médico profissional, adequado e atempado a qualquer situação médica que ameace a vida de um paciente ou que possa diminuir a qualidade da mesma se não tratada.
A mensagem daquelas organizações é que as emergências médicas necessitam não só de médicos formados e competentes, mas também enfermeiras, paramédicos, técnicos e demais pessoal, que trabalhem em estruturas de saúde aptas, mas também um sistema de mobilidade que garanta o acesso a todos, incluindo populações área remotas.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus

