DÍLI, 14 de dezembro de 2022 (TATOLI) – A Organização Não-Governamental (ONG) Juventude para o Desenvolvimento (JDN, em tétum) revelou, pela voz de Jescia Ximenes, que a maioria das pessoas com deficiência enfrentaram vários problemas na sua rotina diária.
A Coordenadora do Programa Igualdade Género explicou que os problemas foram identificados após a organização ter realizado uma discussão com 36 representantes de pessoas com deficiência de quatro organizações em Díli.
“Na nossa discussão descobrimos que as pessoas com deficiência não têm acesso a uma educação inclusiva, enfrentam instalações públicas inacessíveis, não têm coragem de se expressar devido às suas limitações físicas e sentem-se discriminadas pelo uso de terminologia inadequada. Falta ação. Os problemas enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiência são conhecidos”, informou a Tatoli.
A jovem de 23 anos do município de Baucau salientou que, a partir da identificação dos problemas, a organização levou a cabo uma campanha, através da distribuição autocolantes e produção de vídeos Our Voice nos meios de comunicação social, para sensibilizar o público na luta contra a discriminação face a pessoas com deficiência.
Jescia Ximenes sugeriu ao Executivo que providenciem espaços para as pessoas com deficiência se expressarem, pois algumas são inteligentes, mas não têm oportunidades de continuar a sua educação devido, entre outros, as instalações que as obstaculizam.
“Pedimos ao Governo, especialmente ao Ministério da Educação, que providencie espaços acessíveis nas escolas e disponibilize formação em Braille e linguagem gestual aos professores para estes as usarem às crianças com deficiência”, sugeriu Jescia Ximenes.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




