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Abrão Saldanha: “04 de setembro foi o fim do sofrimento dos timorenses”

Abrão Saldanha: “04 de setembro foi o fim do sofrimento dos timorenses”

Secretário de Estado da Juventude e Desporto (SEJD), Abrão Saldanha. Imagem Tatoli/António Daciparu.

DÍLI, 03 de setembro de 2022 (TATOLI) – Timor-Leste assinala amanhã, 04 de setembro, o dia histórico do anúncio dos resultados do referendo. O dia em que as forças indonésias começaram a atacar civis e a criar uma onda de violência no território.

As intimidações e terror das milícias atingiram o seu auge, depois de uma maioria de timorenses ter votado a favor do divórcio da Indonésia, num referendo realizado a 30 de agosto de 1999.

Quatro dias após a Consulta Popular, a 04 de setembro de 1999, a Comissão Eleitoral Independente das Nações Unidas anunciou os resultados e emitiu o seu parecer.

O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, declarou os resultados da Consulta Popular ao Conselho de Segurança – 94.388 (21,5%) votaram a favor da proposta de autonomia apresentada pela Indonésia e 344.580 (78,5%) rejeitaram-na.

O Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Abrão Saldanha, considera que esta data marcou o fim do sofrimento dos timorenses na luta pela libertação.

“A celebração da data permite aos timorenses olhar para a nossa história da luta pela independência. Apesar dos vários líderes da resistência, organizações e comando da luta, a decisão foi do povo, através da participação popular há 23 anos”, afirmou à Tatoli, em Lecidere.

Para o secretário de Estado, a valorização deste dia histórico passa pela participação ativa dos cidadãos no processo de desenvolvimento nacional.

Já a jovem Maria do Céu Gusmão recorda o dia 04 de setembro como um momento sombrio. Há 23 anos, a família reunia-se em casa, num ambiente tenso, a aguardar os resultados do referendo anunciados pelas Nações Unidas.

A jovem, com quatro anos na altura, assistiu, após o anúncio dos resultados, ao terror criado pelas milícias e às casas queimadas. Teve de fugir com a mãe para Dare.

Maria nota, no entanto, que, apesar da onda de violência, esta data levou à independência de Timor-Leste.

“Peço aos jovens timorenses que continuem a valorizar este dia nacional, porque a independência do nosso país não foi uma oferta. Chegou-nos através da luta e do sacrifício dos nossos heróis”, apela.

Também Ambrósio Colo considera a data “o início de um novo capítulo para a independência do país depois de uma longa luta”.

“Fazemos parte da nova geração. Devemos contribuir para o processo de desenvolvimento nacional, pois o futuro da nação está nas nossas mãos”, pede.

 Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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One Comment

  1. Nao estou de acordo que o 4 de Setembro tenha sido o fim do sofrimento dos timorenses. Foi apenas uma etapa de uma longa jornada que tera altos e baixos e que dependera da conduta de cada um para se obter mais altos do que baixos. O sofrimento e muitas vezes bom na nossa vida, abre-nos os olhos e pode ser o elixir para mudanca para uma vida melhor. DEUS tambem sofreu por nos. Coragem, muita coragem!

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