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A esperança de uma jovem mãe

A esperança de uma jovem mãe

DÍLI, 18 de agosto de 2022 (TATOLI) Está na sala de Pediatria do Hospital Nacional de Guido Valadares (HNGV). Tem 16 meses. Sofre de hidrocefalia. A mãe do be não o deixa só. Estas quatro frases exprimem a rotina de uma mãe, desde há alguns dias, a acompanhar uma criança, o seu filhodiagnosticado com hidrocefalia.

O bebé pouco se movimenta e o fala. Ana Natália Pereira, de 23 anos, a mãe, está sentada junto à cama e olha fixamente para o filho. A sua expressão revela um misto de carinho e de tristeza profunda.

O menino nasceu em Díli a 06 de abril de 2021 e foi diagnosticado com hidrocefalia uma semana depois. Tem uma irmã de seis anos que, nas palavras da mãe, não larga o irmão.

Natália aceitou ser entrevistada, mas, durante a conversa, a sua voz trémula impediu-a de levantar o olhar. Ela confidenciou que só soube o que era hidrocefalia uma semana após o nascimento do bebé.

Contou que os médicos lhe explicaram que a hidrocefalia é a acumulação de líquido no cérebro e exerce pressão sobre o cérebro do bebé.

O Diretor Clínico, Marcelino Correia explicou: a hidrocefalié uma doença congénita e que se manifesta pela acumulação de líquido cefalorraquidiano no interior da cabeça, podendo ter tratamento se diagnosticada precocemente.

O HNGV registou mais dez casos da doença, entre os quais dois resultaram em óbito. O bebé deu entrada nas urgências na passada segunda-feira e os profissionais estão a prestar os cuidados de saúde primários para que se possa fazer uma cirurgia”, refere o clínico.

Questionado sobre uma possível transferência para o estrangeiro, Marcelino Correia respondeu que essa decisão o depende dele.

Dada a gravidade, o filho da Ana ficou internado no HNGvárias vezes e por longos períodos. A mãe, enquanto limpava as lágrimas, lamentou: “O meu menino já fez quatro tratamentos, mas o seu estado de saúde agora piorou. Ele passa os dias a dormir e chorar.

Familiares, em visita, retransmitem o diagnóstico pessimistao cérebro da criança está a sofrer demasiada pressão por causa da excessiva quantidade de líquido, mas adiantaram que o pessoal de saúde se tem esforçado bastante. Eles, os familiares, fazem o que podem: “Damos-lhe diariamente apenas sopa e leite. Esperamos que nosso menino recupere e seja uma criança saudável como as outras. Esta é a nossa esperança”, diz a progenitora, inspirada numa fé de mãe legítima.

O bebé sofre e a mãe também. Mas a de uma mãe pode ser mais forte do que a doença de um filho. Tal é a força da esperança de uma jovem mãe.

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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