DÍLI, 08 de agosto de 2022 (TATOLI) – O Ministério da Saúde (MS) pretende combater a transmissão de sífilis congénita (de mãe para filho), adiantou o Chefe da Unidade Nacional de VIH/SIDA, Hepatite e Doenças Transmissíveis, Bernadino da Cruz.
Segundo o dirigente, a sífilis é uma doença provocada pela bactéria Treponema pallidum. Esta doença infeciosa, de transmissão sexual e vertical (de uma grávida para o feto), pode originar vários sintomas, dependendo da fase da doença.
“O primeiro sintoma é, normalmente, o aparecimento de uma úlcera indolor no local. Depois, se evoluir, causa erupção cutânea, febre, cansaço, dores de cabeça e perda de apetite. Diagnosticada tardiamente pode causar complicações graves na artéria aorta, no cérebro, na medula e, até mesmo, levar à morte”, explicou o dirigente à Tatoli, em Lahane Ocidental.
O responsável frisou que o MS continua a disponibilizar formação aos profissionais de saúde de Díli e dos municípios.
“Em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas, fazemos, de seis a seis meses, o rastreio a grupos de risco e a grávidas”, informou.
Bernadino da Cruz acrescentou que, de acordo com o plano do ministério, todas as grávidas vão ser obrigadas a fazer o despiste ao VIH/SIDA, à hepatite e à sífilis.
“As pessoas que têm relações sexuais desprotegidas e que o fazem com vários parceiros têm uma maior probabilidade de contrair esta ou outras doenças”, realçou.
Segundo o dirigente, “em 2020, em 10 mil pessoas, 171 tinham sífilis. Em 2021, em 10 mil, o número de casos positivos aumentou para 915”, informou.
De acordo com Bernadino da Cruz, o Fundo Global disponibilizou 3,4 milhões de dólares americanos ao Ministério da Saúde para combater as doenças transmissíveis.
Jornalista: Isaura Lemos de Deus
Editora: Maria Auxiliadora




