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AIFESA e PNTL devem intensificar combate à importação ilícita de tabaco

AIFESA e PNTL devem intensificar combate à importação ilícita de tabaco

Imagem do Google.

DÍLI, 07 de junho de 2022 (TATOLI) – O Coordenador da Aliança Nacional do Controlo do Tabaco em Timor-Leste (ANCT-TL), Manuel Abosi, pediu à Autoridade da Inspeção de Atividade Económica, Sanitária e Alimentar (AIFAESA) e à Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) que controlem a importação ilícita do tabaco no país.

“O tabaco causa doenças não contagiosas e contagiosas como a tuberculose. É necessário elevar o conhecimento de todas as entidades para garantir a prevenção destas doenças”, afirmou o dirigente, no Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI), em Caicoli, Díli.

Segundo o responsável, a ANCT-TL continua a sensibilizar a população sobre os riscos do tabaco.

Também o Chefe de Departamento do Programa Nacional da Tuberculose, Constantino Lopes, revelou que Timor-Leste regista as maiores taxas de mortalidade por tuberculose no sudeste asiático.

“Cerca de 498 por cada 100 mil habitantes sofrem de tuberculose e registam-se três óbitos por dia”, disse Constantino Lopes.

O dirigente recordou que de acordo com o plano estratégico, o Governo pretende eliminar esta doença em 2025.

“Devemos por isso promover a educação para prevenir o consumo de tabaco e álcool no país”, acrescentou.

Constantino Lopes referiu a necessidade de realizar o rastreio às famílias dos pacientes com tuberculose para combater a transmissão da doença.

“Efetuamos também o rastreio aos pacientes de má nutrição e VIH/SIDA. Estamos a acompanhar as famílias vulneráveis em todo território, de modo a identificar o risco de tuberculose em cada agregado familiar”, sublinhou.

Recorde-se que, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, 60,7% dos timorenses, o equivalente a 163.890, fumam, sendo que 9,4% são mulheres, ou seja 25.380.

Segundo a pesquisa, levada a cabo em 2019 pela Global Youth Tobbaco, 30,9% de jovens entre os 13 e os 15 fumavam, apesar de se constatar uma redução em relação a 2013, ano em que se registavam 42,4%.

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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