DÍLI, 28 de fevereiro de 2022 (TATOLI) – Quarenta e dois grupos de tecelãs de 12 municípios e da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA) participaram no Festival de Tais para celebrarem a classificação oficial do tecido tradicional como património cultural imaterial em necessidade de salvaguarda urgente na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
A atividade foi organizada pelas Secretaria de Estado da Arte e Cultura (SEAC), Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e Organização Não-Governamental da Fundação Alola.
“Novas gerações de artesãs participam no evento. Assim, podem incentivar outras gerações a tomarem a iniciativa de participarem também”, disse o Presidente da Comissão Nacional do Património Cultural e Imaterial de Timor-Leste, Manuel Ximenes Smith, no Hotel Novo Turismo.
Segundo o presidente, o tais é o tecido tradicional dos timorenses, e, por isso, deve ser preservado.
Por sua vez, a representante da Fundação Alola, Maria Imaculada, disse que a atividade foi realizada a fim de proteger o tais.
“Estamos muito orgulhosos, pois o tais tem sido reconhecido. O Governo tomou como uma das suas prioridades a preservação deste tecido, porque reconhece o seu valor identitário para o povo timorense.”, realçou.
Já o representante da USAID, Harold Carey, apreciou os esforços do país para receber o reconhecimento da UNESCO.
“O tais não é apenas um tecido. É um legado de geração em geração”, sublinhou.
Recorde-se que o Secretário-Executivo da Comissão Nacional de Timor-Leste para UNESCO, em Jacarta, Francisco Barreto, já tinha reconhecido oficialmente o Tais como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a 14 de dezembro de 2021.
O Parlamento Nacional (PN) timorense aprovou a 14 de dezembro como o Dia Nacional do Tais.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




