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Presidente Lú Olo congratula escritor timorense Luís Cardoso

Presidente Lú Olo congratula escritor timorense Luís Cardoso

Presidente da República timorense, Francisco Guterres Lú Olo.

DÍLI, 13 de dezembro de 2021 (TATOLI) – O Presidente da República, Francisco Guterres Lú Olo, congratulou o escritor timorense, Luís Cardoso, por vencer o “Prémio Oceanos 2021”.

Lú Olo falava, no âmbito da atribuição do Prémio “Direitos Humanos Sérgio Vieira de Mello”, aos vencedores.

O escritor do romance “O Plantador de Abóboras”, publicado em Portugal pela editora Abysmo, foi o primeiro timorense a ganhar este prémio literário de língua portuguesa.

“Com alegria enorme, felicito o escritor timorense, Luís Cardoso de Noronha, conhecido por ‘Takas’, o primeiro vencedor do Prémio Oceanos”, afirmou o Chefe do Governo num comunicado a que a Tatoli teve acesso.

Também o premiado Nobel da Paz, José Ramos Horta, congratulou o autor timorense.

“Luís Cardoso, Takas, ganha este prestigiado prémio literário com o seu livro, ‘O Plantador de Abóboras’. Parabéns Takas!”, disse o ex-Presidente da República, na sua pagina do Facebook.

Já Luís Cardoso dedicou, numa entrevista à Tatoli, o Prémio “Oceanos 2021” a todos os timorenses.

“Para mim, é uma alegria enorme, como cidadão timorense, ganhar este prémio. Sou escritor, a minha contribuição é através da escrita. No meu livro, conto a história do nosso país. Assim, como timorense, quero dedicar esta vitória a todo o povo de Timor-Leste”, realçou recentemente Luís Cardoso, à Tatoli, via Messenger.

Escritor do romance “O Plantador de Abóboras”, Luís Cardoso. Imagem do Facebook.

Luís Cardoso explicou ainda que o romance narra três guerras sucessivas.

“O livro conta a história de Timor-Leste, sobretudo das guerras. É constituído por três momentos. O primeiro conta a guerra de Manufahi por Dom Boaventura, o segundo fala sobre o período da ocupação japonesa durante a segunda guerra mundial e o último descreve a ocupação da Indonésia”, contou.

O escritor timorense defende que é preciso desenvolver a literatura em Timor-Leste, pois o país tem uma história longa e diversificada.

“Somos timorenses, temos o dever patriótico de registar em livro a história do país e da nossa vida, pois temos a liberdade de escolher o tema sobre o qual queremos escrever. Peço a todos os jovens timorenses que sejam patrióticos de modo a fundar e desenvolver a literatura, para que no futuro seja divulgada no exterior”, frisou.

O autor salientou que não esperava receber o prémio, já que, como escritor, a sua única obrigação é escrever.

“Este prémio depende da pontuação atribuída pelos juízes. Como escritor, tenho obrigação de escrever histórias”, salientou.

Luís Cardoso esclareceu que as abóboras mencionadas no título e no romance funcionam como uma metáfora sobre Timor-Leste que ainda se apoia na exploração do petróleo, mas precisa de voltar a produzir e a plantar para alcançar uma riqueza alternativa e sustentável.

“O nosso país é rico em recursos minerais. As abóboras ilustram a fertilidade da nossa terra. Devemos plantar para nos alimentarmos e reduzirmos a dependência dos recursos minerais”, defendeu.

Por último, Luís Cardoso pediu a todos os jovens timorenses que escrevessem as suas histórias de vida em cartas e continuassem a lutar para se tornarem bons escritores no futuro.

“Continuem a praticar a escrita e a ser determinados. Para ser escritor, é preciso ter hábitos de leitura”, concluiu.

Luís Cardoso nasceu em Cailaco, no Município de Bobonaro, uma vila no interior do país, diversas vezes referenciada nos seus romances.

É filho de um enfermeiro que prestou serviço em várias localidades em Timor-Leste, razão pela qual conhece e fala diferentes idiomas timorenses. Estudou nos colégios missionários de Soibada e de Fuiloro, posteriormente, no seminário dos jesuítas em Dare e no Liceu Dr. Francisco Machado em Díli.

Licenciou-se em Silvicultura pelo Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. Desempenhou funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal. É autor de vários romances: Crónica de Uma Travessia (1997), Olhos de Coruja, Olhos de Gato Bravo (2002), A Última Morte do Coronel Santiago (2003), Requiem para o Navegador Solitário (2007), O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação (2013), Para onde vão os gatos quando morrem? (2017) e O Plantador de Abóboras (2021).

Notícia relevante: Luís Cardoso pede a Governo que apoie escritores e editores timorenses para promoverem literatura 

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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