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Timor-Leste pede a parceiros fundos de apoio para países vulneráveis a alterações climáticas

Timor-Leste pede a parceiros fundos de apoio para países vulneráveis a alterações climáticas

Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Adaljiza Magno. Imagem/MNEC.

DÍLI, 12 de novembro de 2021 (TATOLI) – A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação timorense (MNEC), Adaljiza Magno, apelou aos parceiros que providenciassem fundos aos países menos desenvolvidos para os auxiliar na sua resposta às alterações climáticas.

A governante falava num comunicado, à margem do diálogo ministerial e da sessão de compromisso sob o tema “Investir na Adaptação ao Clima para os Mais Vulneráveis: O Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (FPMD) e o Fundo Especial para as Mudanças Climáticas (FEMC)” que decorreu no Campus de Eventos Escocês, no Reino Unido.

O evento teve como objetivo trocar opiniões sobre resultados, benefícios e lições aprendidas, bem como discutir maneiras de estimular um apoio reforçado e oportuno na adaptação às alterações climáticas.

Os ministros dos países menos desenvolvidos partilharam a forma como os fundos ajudaram a resolver algumas das suas necessidades críticas de adaptação e os doadores comprometeram-se a contribuir para o FPMD e o FEMC.

Durante o evento, Adaljiza Magno apreciou a assistência que Timor-Leste recebeu do Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (FPMD) incluindo dez milhões de dólares em 2021 para projetos de adaptação e biodiversidade no país.

A governante mostrou-se procupada com os recursos atualmente disponíveis ainda inferiores às necessidades de adaptação às mudanças climáticas dos Países Menos Desenvolvidos (PMD) e dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID).

“Apelo a todos os parceiros para que continuem a contribuir com fundos para ajudar os países menos desenvolvidos e os pequenos estados insulares em desenvolvimento que são vulneráves às alterações climáticas”, afirmou Adaljiza Magno.

A nota afirma ainda que os fundos desempenham um papel catalisador e inovador no panorama do financiamento climático, seguindo o Acordo de Paris, e fazem parte de uma entidade operacional do Mecanismo Financeiro para a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, em inglês).

No documento, a organização considerou que estes países continuam a enfrentar uma tripla ameaça: as alterações climáticas, a pandemia da covid-19 e a perda de recursos naturais. Por isso, a necessidade de financiamento é cada vez maior para ajudar a construir resiliência climática, contribuir para a recuperação azul e verde, antecipar riscos futuros e reconstruir as suas economias rumo à prosperidade a longo prazo.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editor: Rafy Belo

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