DÍLI, 04 de outubro de 2021 (TATOLI) – O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro do Planeamento e Ordenamento, José Reis, disse hoje que as equipas técnicas ainda estão a fazer o levantamento de dados, tanto na capital como nos municípios, sobre as infraestruturas públicas danificadas pelas recentes cheias.
O processo de reconstrução de pontes e de estradas danificados está em curso e será submetido a aprovisionamento para acelerar o assunto em causa.
“Precisamos de retirar os sedimentos das ribeiras. É o nosso grande problema e prioridade. O Chefe do Governo pediu-me para tratar desta questão”, disse o governante, após o encontro com o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, no Farol, em Díli.
O ministro recordou ainda que o Conselho de Administração do Fundo de Infraestruturas (CAFI) realizou, na semana passada, um encontro para abordar este problema.
O governante adiantou também que o Ministério da Administração Estatal (MAE) efetuou o levantamento de dados dos agregados familiares que ainda estão a viver em centros de acolhimento.
“O MAE terminou já o levantamento destes dados e registou 131 famílias que ainda estão a viver em centros de acolhimento, 60 das quais pretendem voltar para as suas casas”, referiu.
José Reis salientou igualmente que o MAE e a Secretaria de Estado para a Proteção Civil (SEPC) procuram outras alternativas para acomodarem estas famílias.
Questionado sobre a construção dos centros de acolhimento, o ministro disse que o Governo se encontra a analisar possíveis localizações para responder a esta questão. O objetivo da construção destes centros visa antecipar uma resposta adequada a futuros desastres naturais.
É de lembrar que o Primeiro-Ministro se reunirá com o CAFI para acelerar a reconstrução das infraestruturas danificadas pelas cheias em todo o território.
“Realizarei brevemente uma reunião com o CAFI para executar o fundo das infraestruturas e acelerar o processo de reconstrução das infraestruturas danificadas a 4 de abril. É minha preocupação e de todas as pessoas”, afirmou recentemente Matan Ruak.
O Chefe do Governo espera que o CAFI contribua para resolver este problema. “Quando chegar a chuva forte, as novas construções e as já existentes sofrerão mais danos, aumentando o custo de reparação”, referiu.
Questionado sobre a criação de novos bairros para as pessoas que continuam a viver nos centros de acolhimento devido às cheias recentes, o Chefe do Governo disse que também é uma grande preocupação.
Recorde-se que as cheias ocorreram no passado dia 4 de abril e afetaram 30.965 famílias, 28.874 das quais já receberam o apoio de emergência. Mais de 40 pessoas perderam a vida. Há ainda 765 pessoas, 137 famílias, alojadas em sete centros de acolhimento.
Na reunião do Conselho de Ministros de 24 de setembro, o Ministro da Administração Estatal, Miguel de Carvalho, e o Secretário de Estado para a Proteção Civil (SEPC), Joaquim dos Reis Gusmão, apresentaram as opções de realojamento da população afetada pelas cheias recentes.
O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Magalhães, disse que, das 15.876 pessoas alojadas nos 57 centros de acolhimento existentes na cidade de Díli, mais de 15 mil já regressaram às suas casas ou às de familiares.
“Na apresentação foram descritas as opções e respetivos impactos socioeconómicos do realojamento das 765 pessoas de 137 famílias que se encontram ainda nos sete centros ativos”, reiterou.
Recorde-se que o Secretário de Estado para a Proteção Civil, Joaquim dos Reis Gusmão, disse que o Primeiro-Ministro orientou o MAE e a SEPC para resolverem a situação dos desalojados, pois ainda não voltaram para a sua residência.
“O Primeiro-Ministro está muito preocupado com a condição de algumas pessoas que continuam a residir nos centros de acolhimento. Por isso, procuramos a solução adequada para resolver esta questão”, disse recentemente o governante, após o término do encontro com o Primeiro-Ministro, no Farol, Díli.
O Governo continua a cooperar com as vítimas das inundações para identificar o local adequado para a construção de novas casas, tanto na capital como nos municípios.
Jornalista: Domingos Piedade Freitas
Editora: Maria Auxiliadora




