DÍLI, 18 de junho de 2021 (TATOLI) – O Prémio Rotary de Liderança Juvenil (RYLA, em inglês) tem apoiado a formação em liderança, serviço comunitário e voluntário, destinada a jovens timorenses, que visa desenvolver as suas competências de vida.
A coordenadora do RYLA, Ana Joaninha Soares, recordou que este clube tem contribuído para a capacitação de jovens de Timor-Leste entre os 18 e os 28 anos, onde os formandos percorrem três etapas: formação, estágio e, por fim, serviço comunitário e voluntário.
A responsável referiu ainda que, atualmente, o RYLA foca-se no programa de serviço comunitário, visto que este se relaciona com o impacto da calamidade e da situação de pandemia.
“Os jovens estão a trabalhar como voluntários para ajudarem as vítimas afetadas por desastres naturais”, afirmou à TATOLI, no seu local de trabalho.
A dirigente revelou ainda que os beneficiários do programa estão a auxiliar crianças e familiares das vítimas afetadas pelas inundações de abril.
“Temos como objetivo minimizar o estresse e a pressão na vida de crianças e mulheres causados pelo sofrimento em situação de calamidade”, garantiu.
Recorde-se que o RYLA foi criado em 2010 e tem dado formação a 8.000 jovens em Timor-Leste.
Soares afirmou ainda que o programa de formação é dirigido a jovens que abandonaram a escola e estão desempregados.
“A maioria dos beneficiários reside perto de Díli e alguns são de outros municípios. Eles estão muito interessados em participar no programa”, disse
A coordenadora revelou que o RYLA oferece um programa de aconselhamento para jovens sem esperanças e que os traz de volta ao pensamento positivo para construírem uma vida com potencial e desenvolverem as suas competências.
A diretora mencionou que os beneficiários do programa devem criar um bom relacionamento com todas as pessoas para uma vida positiva nas suas áreas de residência. O RYLA está a aconselhar os participantes a realizarem serviço de voluntariado em organizações não governamentais (ONG) e públicas, como a Fundação ALOLA, a Provedoria de Direitos Humanos e Justiça (PDHJ), a Empresa Connecto, a Empresa Diak, a Universidade João Saldanha (JSU) e o Centro Nacional Chega (CNC).
A responsável afirmou ainda que as ONGs e empresas estão a dar oportunidade aos jovens timorenses para se tornarem trabalhadores profissionais.
Soares explicou que as empresas, ONGs, universidades e instituições oferecem a capacitação por meio de trabalho voluntário nas áreas da administração, finanças, entre outras.
O RYLA obtém o financiamento da TimorGap, Osaka Gas e WoodSide. O fundo fornecido para cada programa é de 3.000 dólares americanos.
A responsável disse que os beneficiários participam num programa de intercâmbio para partilharem a sua experiência com jovens na Austrália.
O RYLA suspendeu temporariamente o programa de estágio devido à situação da pandemia. Recomenda aos jovens que apliquem o que aprenderam junto das suas famílias e comunidade.
Ana Joaninha Soares recomendou a todos os jovens para aderirem ao programa proporcionado pelo RYLA para ajudar a fortalecer as suas competências e garantir uma vida futura melhor.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editor: Zezito Silva




