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OMS recomenda a Governo três aspetos essenciais para decisão de aquisição da vacina contra covid-19

OMS recomenda a Governo três aspetos essenciais para decisão de aquisição da vacina contra covid-19

Representante da OMS, Arvind Mathur. Imagem TATOLI/Egas Cristovão.

DÍLI, 13 de fevereiro de 2021 (TATOLI) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) em Timor-Leste recomendou ao Governo timorense que tivesse em conta três aspetos importantes para a aquisição da vacina – a eficácia, a segurança e a capacidade do país para a armazenar.

O Representante da OMS, Arvind Mathur, disse que a organização efetua apenas recomendações e aconselhamento para a aquisição da vacina com base nos interesses das pessoas e do Executivo.

O responsável avançou que o Grupo Técnico Consultivo Nacional para a Vacinação (NTAGI, em inglês), o Ministério da Saúde e a OMS efetuaram uma revisão das vacinas disponíveis e observaram as condições apropriadas para cada uma.

“A primeira decisão que tomámos é que Timor-Leste deve recorrer às vacinas presentes na Lista de Uso de Emergência da OMS (EUL, em inglês). A segunda é que a vacina, uma vez na EUL, será distribuída pela nossa parceira UNICEF”, afirmou Arvind Mathur, em Caicoli, Díli.

Segundo o responsável, a OMS e o grupo técnico deram ao Ministério da Saúde (MS) e Governo informações sobre a existência de várias vacinas, nomeadamente das fornecidas através da Covax Facility. Lembrou que a Covax estabeleceu uma parceria com a OMS, Aliança Global para as Vacinas (GAVI), Coligação para a Inovação na Preparação para Epidemias (CEPI) e Fundação Bill Gates com o objetivo de garantir a distribuição adequada das vacinas contra a covid-19.

“A Covax compromete-se a financiar em 20% a aquisição de vacinas. A vacina que será fornecida pela Covax tem alguns critérios, como a aprovação da OMS ou EUL e preparação do sistema do país para a receber e distribuir. Os 20% de vacinas terão como alvo os grupos prioritários, entre eles a linha da frente, as pessoas com mais de 65 anos e os que sofrem de doenças coronárias, de diabetes, tuberculose, hipertensão, cancro e asma bem como os que estão em risco”, afirmou.

Questionado sobre a vacina adequada para Timor-Leste, Arvind Mathur lembrou que existem três vacinas disponíveis a considerar, duas das quais, a da Pfizer e Moderna, já na lista de emergência da OMS. Quanto à da AstraZeneca será brevemente aprovada na lista da EUL. As recomendações técnicas da OMS são de que apenas uma seja aplicada, pelo que a decisão final compete ao Governo.

Notícia relevante: OMS recomenda a Timor-Leste  uso da vacina AstraZeneca

No que toca aos três pontos essenciais para uma tomada de decisão do Governo, o Representante da OMS recordou que, relativamente ao sistema para receção da vacina, a da Pfizer precisa de ser armazenada a -70 graus, a da Moderna a -20 graus e a da AstraZeneca entre 2 e 8 graus.

“Em Timor-Leste, a imunização das crianças é armazenada a 8 graus como no congelamento doméstico. Timor tem de ter orgulho, porque o programa de imunização nacional abrange entre 99 e 100% das crianças. Assim, a capacidade de armazenamento é nacional e vai até aos sucos. O armazenamento da vacina entre os 2 e os 8 graus não constitui um problema, tal como o seu transporte para áreas remotas”, lembrou.

Relativamente à segurança da vacina da AstraZeneca, Arvind Mathur lembrou que, no seu primeiro teste clínico, em 24 mil voluntários na África do Sul, Brasil, Reino Unido, apenas em três se registaram efeitos adversos. Deu o exemplo da Índia, onde sete milhões de pessoas foram vacinadas e não foram reportados efeitos secundários. O Sri Lanka, Myanmar, Maldivas, Butão, Afeganistão, Caribe, entre outros, já estão a utilizar esta vacina com a aprovação das suas autoridades, enquanto não for aprovada na lista da EUL.

No que diz respeito à vacina da Pfizer, recordou a reação de anafilaxia depois da toma em 83 pessoas. Já sobre a da Moderna, ainda não há dados suficientes.

Arvind Mathur referiu ainda que a OMS facultou já ao Governo informações relativas às vacinas com base nas evidências, nomeadamente sobre a AstraZeneca, para que possa decidir, sublinhando que, mesmo com o surgimento de uma nova variante da covid-19, a AstraZeneca se mantém em utilização.

O representante explicou também que as três vacinas não serão utilizadas em pessoas com menos de 18 anos por não haver dados disponíveis nesta faixa etária no primeiro teste.

O responsável da OMS acrescentou que as pessoas que forem vacinadas com a AstraZeneca poderão ter, entre outros, sintomas como febre entre as 24 e as 48 horas, dores no local da injeção ou de cabeça, prurido e falta de apetite.

Notícia relevante: Governo ainda analisa tipos de vacina para aquisição

Jornalista: Nelia Fernandes

Editora: Maria Auxiliadora

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