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MEJD pretende melhorar SIGE para agilizar levantamento de dados sobre educação em Timor-Leste

MEJD pretende melhorar SIGE para agilizar levantamento de dados sobre educação em Timor-Leste

MEJD realiza um seminário sob o tema “Melhorar a Qualidade de Educação através da Melhoria da Qualidade dos Dados sobre Educação” que tem lugar a 22 e 23 de setembro, no Hotel Novo Turismo, em Díli. Imagem/António Gonçalves.

DÍLI, 22 de setembro de 2020 (TATOLI) – O Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) pretende atualizar e melhorar o Sistema de Informação de Gestão de Educação (SIGE) em Timor-Leste para agilizar o processo de fornecimento de novos dados a todos os interessados afetos ao setor da educação.

“Precisamos de melhorar a qualidade do sistema da base de dados para auxiliar todas as pessoas que necessitam de aceder à informação ou aos dados em matéria de educação”, disse a diretora-geral do MEJD, Odília Ung Martins, no seminário nacional sobre dados estatísticos da educação sob o tema “Melhorar a Qualidade de Educação através da Melhoria da Qualidade dos Dados sobre Educação” que tem lugar a 22 e 23 de setembro, no Hotel Novo Turismo, em Díli.

Recorde-se que, em 2012, as equipas do SIGE procederam ao levantamento de inúmeros dados sobre o panorama educativo do país, entre os quais se destacam o número total de professores, estudantes, estabelecimentos de ensino, a qualidade nos métodos de aprendizagem e as infraestruturas.

“Ao longo deste tempo, precisamos de atualizar o sistema, pelo que necessitamos de reforçar a equipa para atualizar novos dados”, referiu.

A realização do seminário levado a cabo pelo MEJD sobre os dados estatísticos do setor da educação visa, no essencial, agilizar o sistema da base de dados do ministério, além de delinear uma nova política que contemple um renovado plano, orçamento e monitorização. Por outro lado, está ainda prevista a apresentação de um relatório.

A diretora-geral recordou ainda que, segundo o relatório dos parceiros de desenvolvimento, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, em português), Banco Mundial e Departamento dos Negócios Estrangeiros e Comércio (DFAT, em inglês) do Governo australiano, após findar o processo de avaliação da recolha de todos os dados, o SIGE apresenta ainda algumas lacunas.

“Este estudo levado a cabo pelas equipas nos diferentes municípios permitiu-lhes adotar um mecanismo mais apropriado no sentido de obterem com maior precisão todos os dados e informações acerca do meio educativo”, afirmou.

De acordo com os dados da SIGE de 2019, Timor-Leste tem atualmente 1.834 estabelecimento escolares e 392.178 estudantes da educação pré-escolar ao ensino secundário público e privado, representando cerca de 30% do total da população timorense.

“Este número não comtempla, no entanto, os alunos timorenses que frequentam escolas internacionais em Díli, nomeadamente a Escola Portuguesa Rui Cinatti bem como os estudantes do ensino superior. Estamos atualmente mais preparados no que toca ao processo de recolha de dados, pois incluímos as escolas privadas e internacionais. Apesar disso, temos de continuar a trabalhar para que seja então criado um guia adequado que ajude a equipa no levantamento de dados”, revelou.

A Representante da UNICEF, Valérie Taton, lembrou, por seu turno, que, em 2019, esta organização internacional através do Gabinete Regional da Ásia Oriental tinha já efetuado uma revisão sobre o SIGE em três países, incluindo Timor-Leste.

“Para Timor-Leste, o objetivo principal da revisão do SIGE é permitir a sua entrada no processo de preparação ao Plano Setorial de Educação e a formulação de proposta do projeto de Reforço e Transformação de Educação Básica (BEST, em inglês) que foi já submetida à Parceria Global para a Educação (Global Partnership for Education)”, afirmou.

Jornalista: Maria Auxiliadora
Editor: Zezito Silva

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