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Estudantes universitários protestam contra pagamento de propinas

Estudantes universitários protestam contra pagamento de propinas

Estudantes universitários protestam contra pagamento de propinas. Imagem/António Gonçalves.

DÍLI, 17 de agosto de 2020 (TATOLI) – Estudantes provenientes de oito instituições universitárias que integram a Aliança de Universitários de Timor-Leste (AUTL) realizaram hoje uma manifestação pacífica contra a decisão do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura (MESSC) relativamente ao pagamento de propinas durante o período do estado de emergência.

O porta-voz da AUTL, Paulo dos Santos Soares, disse que a ação de protesto teve como objetivo contestar a decisão política do Governo, que consideram “injusta e discriminatória”.

“Queremos anular a decisão política, pois é injusta e discrimina todos os estudantes que residem no país em relação aos que estudam no estrangeiro”, disse Paulo Soares, aos jornalistas, no edifício da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), em Díli.

Segundo o porta-voz, os estudantes não pediram ao Governo que lhes fossem atribuído um subsídio idêntico ao que é aplicado aos estudantes timorenses residentes na diáspora. Ao invés, os jovens manifestantes solicitaram ao Executivo para que fosse criado um Decreto-Lei ou um diploma ministerial que os isente do pagamento das propinas durante o período de estado de emergência.

Paulo Soares lembrou que, durante a vigência do estado de emergência, a sociedade timorense esteve em confinamento, período durante o qual nenhuma pessoa pôde deslocar-se para vender os seus produtos, o que obrigou à paralisação das atividades económicas.

O porta-voz referiu que “o povo maubere e aileba-oan” não obtiveram qualquer tipo de rendimento económico, lembrando ainda que o Governo, no período de estado de emergência, decidiu criar o Decreto-Lei n.º21/2020, 5 de junho para atribuir um subsídio aos estudantes timorense que residem temporariamente no estrangeiro.

Como considera a decisão do Executivo injusta e discriminatória, a AUTL vem exigir um orçamento adicional de forma a tratar em pé de igualdade todos os estudantes.

Recorde-se que, a 17 de julho, a AUTL dirigiu ao Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura (MESCC) uma petição, que viria a ser rejeitada por falta de bases legais.

Questionado sobre o silêncio do Governo, o porta-voz da AUTL afirmou que continuará a lutar até que haja uma resposta positiva.

“Continuamos a lutar contra a decisão política. Resistiremos até conseguirmos uma vitória”, referiu.

Paulo Soares acrescentou que, caso não seja alcançada a vitória, a AUTL pretende organizar uma ação que visa parar as atividades letivas nas diferentes instituições universitárias em Timor-Leste.

“Lembro que muitas pessoas não conseguiram efetuar o pagamento das propinas devido à crise provocada pela covid-19”, concluiu.

A ação de protesto levada a cabo por estudantes oriundos de várias faculdades teve lugar junto do edifício da UNTL e prolongar-se-á até 21 de agosto. Estiveram presentes na manifestação estudantes da UNTL, UNITAL, UNDIL, ICS, IOB e UNPAZ.

Notícia relevante: Ministro Longuinhos: Estudantes beneficiam indiretamente do subsídio atribuído às famílias

Jornalista: Nelia Fernandes

Editora: Maria Auxiliadora

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