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Mari Alkatiri apresenta queixa a Ministério Público sobre acusação do CNRT

Mari Alkatiri apresenta queixa a Ministério Público sobre acusação do CNRT

DÍLI, 07 de julho de 2020 (TATOLI) – O Secretário-Geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN), Mari Alkatiri, apresentou hoje uma queixa ao Ministério Público (MP) sobre as acusações feitas a si por membros da Comissão Política Nacional (CPN) do Congresso Nacional de Reconstrução Timorense (CNRT) de ter recebido dinheiro como suborno para favorecer a empresa petrolífera ConocoPhillips.

“Enquanto cidadão, quero apresentar uma queixa ao Ministério Público pelo facto de o CNRT me acusar de corrupção, favorecendo a empresa internacional  ConocoPhillips. Esta acusação indevida tem como objetivo denegrir o meu nome e a minha dignidade e reputação. A denúncia não tem qualquer base legal, na medida em que as acusações foram publicadas nos media”, disse Mari Alkatiri, em declarações aos jornalistas, após a entrega da queixa ao Ministério Público, em Colmera, Díli.

A queixa apresentada por Alkatiri ao Ministério Público e à Procuradoria Geral da República visa abrir um processo de investigação, não querendo, por isso, prestar quaisquer declarações  aos órgãos de comunicação social da CPN do CNRT.

“Penso que este caso já chegou ao público em geral, pelo que solicito que parem de abusar da minha tolerância. A justiça deve agir para acelerar a sua investigação “, referiu.

Mari Alkatiri afirmou ainda que a queixa apresentada é dirigida aos membros da CPN-CNRT, nomeadamente ao Vice-Presidente do partido, Virgílio Smith, e outros colaboradores que assinaram o documento que acusa o líder do partido da Fretilin de suborno.

O ex-Presidente do Parlamento Nacional, Arão Noé, disse, por sua vez, que qualquer cidadão tem o direito a apresentar queixa sobre determinado assunto no órgão competente, em particular, o Secretário-Geral da Fretilin, Mari Alkatiri, que estará alegadamente envolvido em caso de suborno.

“Quanto à divulgação pública do documento, a bancada do CNRT vem apenas pedir que o ex-Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri, clarifique  a nossa desconfiança sobre o seu alegado caso de suborno a uma empresa internacional. A bancada do CNRT exercerá o seu direito de resposta no processo jurídico”, disse.

Recorde–se que vários elementos do CPN-CNRT anunciaram, na semana passada, em conferência de imprensa, e publicitaram em diversos jornais de imprensa o alegado envolvimento do ex-Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri, num caso de suborno à petrolífera ConocoPhillips.

De acordo com os documentos da empresa Oceanic Exploration, Mari Alkatiri é acusado de receber suborno da companhia ConocoPhillips em cerca de 2.5 milhões de dólares americanos.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editor: Zezito Silva

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