DÍLI, 09 de junho de 2020 (TATOLI) – O Diretor da Escola São Pedro (ESP) de Comoro, Padre Matias Mendonça Marçal de Jesus Pinto, revelou que este estabelecimento de ensino mantém o pagamento das propinas durante a vigência do estado de emergência.
“No que toca às escolas públicas, o Governo disse que não é efetuado o pagamento das propinas, ao contrário das privadas. Por outro lado, os professores têm elaborado os resumos de várias disciplinas para que os alunos os possam levantar nas escolas, permitindo-lhes, desta forma, estudar em casa”, disse hoje o sacerdote à Tatoli, em Comoro, Díli.
Segundo o responsável da escola, apesar de no país continuar a vigorar o estado de emergência, os professores mantiveram o seu trabalho, pelo que a direção do estabelecimento escolar decidiu proceder ao pagamento dos seus salários.
O Padre Matias Mendonça explicou ainda que a sua escola recorreu também ao ensino a distância durante a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus.
“Os professores de todas as turmas têm mantido o contacto com os seus estudantes através das aplicações WhatsApp, Zoom e por meio do email, porque, antes da crise, já as usávamos”, afirmou.
Questionado sobre o acesso às aulas em linha por parte dos alunos, o sacerdote Matias Mendonça garantiu que os docentes prepararam o resumo de cada disciplina para que os estudantes que não conseguem aceder às aulas em linha possam ter acesso a ele através de uma pen-drive.
O dirigente da ESP de Comoro salientou ainda que os encarregados de educação com poder financeiro devem continuar a pagar as propinas, sugerindo, no entanto, aos que não têm possibilidade de o fazer que se dirijam diretamente aos responsáveis pelo estabelecimento de ensino.
Segundo o sacerdote, o valor das propinas aplicado pela Escola Secundária de São Pedro Comoro é de 11 dólares americanos mensais.
Já Nicolau Tolentino Soares, encarregado de educação, pediu ao Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) que os estudantes que não tiveram acesso ao ensino a distância, durante o estado de emergência, não efetuassem o pagamento das propinas.

“Apesar do estudo online, alguns estudantes não têm telemóveis com acesso a internet. Por esse motivo, não puderam acompanhar o programa do Governo e o ensino a distância”, adiantou.
Também Aida de Fátima Sarmento de Araújo, encarregada de educação, afirmou que durante dois meses os alunos se viram privados das aulas presenciais, afetando, deste modo, a sua aprendizagem.
“A minha irmã não tem telemóvel android. Por isso, não teve acesso à internet e não pôde aprender nada. Estou insatisfeita por ter de pagar as propinas numa altura em que vivemos em plena crise provocada pela covid-19”, afirmou.
Jornalista : Nelia Fernandes
Editora : Maria Auxiliadora




