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Delegação dos g7+ observa interação entre comunidades nas fronteiras de Mota-Ain

Delegação dos g7+ observa interação entre comunidades nas fronteiras de Mota-Ain

A equipa de g7+ foi recebida pelas duas comunidades com várias danças tradicionais. imagem/Nélia Borges

DÍLI, 28 de agosto de 2019 (TATOLI)- O Centro Nacional Chega, I.P, uma delegação dos g7+ e o Embaixador indonésio para Timor-Leste, Sahat Sitorus, visitaram, hoje, as fronteiras terrestres de Mota-Ain para observarem as relações entre os dois países.

A equipa foi recebida pelas duas comunidades com várias danças tradicionais.

“Quero apenas dizer que estamos agora numa ilha, cuja população é de 3.5 milhões de habitantes. Temos uma raça e cultura comuns bem como uma língua”, afirmou o Administrador da Província de Nusa Tenggara Timur (NTT), Willy Brodus Lay, no seu discurso, em NTT, recordando que as duas comunidades viviam em paz e amizade.

“As forças armadas dos dois países conseguiram gerar estabilidade e, agora, Timor-Leste já é uma nação soberana. É importante, por isso, que mantenhamos a cooperação entre ambas, sobretudo nas áreas da economia, cultura e desporto, e o diálogo para que possamos fortalecer a nossa relação. Temos ainda eventos culturais, onde se envolvem também as populações das duas áreas”, lembrou.

O administrador referiu ainda que esta visita poderá ser uma inspiração para os dois países se respeitarem mutuamente sem olharem para o passado, melhorando a cooperação e mantendo as boas relações nas áreas fronteiriças.

O dirigente parabenizou ainda Timor-Leste pela Comemoração dos 20 anos do Referendo.

Grande inspiração

O Secretário-Geral Adjunto dos g7+, Habib Ur Rheman Mayar, revelou, por sua vez, que o objetivo da sua visita a Mota-Ain era estudar a experiência de reconciliação entre os dois países.

“Hoje, a delegação observa a situação das duas comunidades. A reconciliação é uma grande inspiração”, disse aos jornalistas, na quarta-feira (28/08/2019), em Mota-Ain, acrescentando que o Presidente da Comissão de Reconciliação do Sudão do Sul está muito interessado na experiência de reconciliação entre Timor-Leste e a Indonésia para que seja aplicada neste país.

O adjunto referiu ainda que convidará igualmente os g7+ e o CNC a partilharem experiências relativas à reconciliação timorense e indonésia no Sudão.

“É uma experiência muito valiosa. Timor-Leste também já passou por situações difíceis, mas, neste momento, existem a paz e a estabilidde. É uma grande inspiração”, afirmou.

O adjunto referiu ainda que, apesar das diferenças entre Timor-Leste e outros países, como a Guiné-Bissau e a República da África Central, há também semelhanças, pelo que Xanana Gusmão pretende que os países membros dos g7+ as possam estudar.

“Não podemos dar a paz e a estabilidade como garantidas, mas é importante que tenhamos coragem e nos empenhemos sempre para as fortalecer e as nossas futuras gerações poderem estudar, pois vejo que os timorenses tiveram muita coragem ao optar por esta reconciliação e se unirem”, concluiu.

O representante das Filipinas, Burundi, Guiné-Bissau e República do Sudão do Sul plantaram ainda árvores para memória.

Jornalista: Nélia Borges

Editór      : Rafy Belo

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